O Cuiabá Arsenal completa 10 anos em 2016 e, para comemorar, a assessoria do clube dividiu a história da equipe em quatro partes. Nesta primeira, de 2006 a 2008, o Olhar Esportivo foi convidado para entrevistar três protagonistas daquela época: Leopoldo Coimbra, Clóvis Plácido e Igor Mota.

Clóvis atuou pelo Cuiabá Arsenal de 2006 a 2012, já jogou em posições de defesa e de ataque. Apesar de ter alcançado a glória de ser campeão brasileiro em 2010, o ex-atleta de 32 anos fez uma confissão.

“Nos três primeiros anos de clube (2006-08), jogávamos sem equipamento e sofríamos lesões, era natural, mas confesso que prefiria essa época, achava mais divertido. Hoje está mais profissional, mas sinto falta de sair todo ralado, machucado dos jogos” admite Clóvis.

Leopoldo Coimbra, 30 anos, jogou de 2004 (antes mesmo da fundação do clube) até 2012, também sente saudades dos primeiros jogos, de ver nascer a rivalidade com o Tubarões do Cerrado e o público crescer pouco a pouco.

“Naquela época era muito difícil conseguir liberação do trabalho para ir jogar, sofri inclusive com uma advertência trabalhista. Complicado também era convencer a família, que alegava que é um esporte truculento e tudo mais. Esse início do clube foi muito importante para mostrar aos cuiabanos que a modalidade é bacana”, relembra Coimbra.

Igor Mota, 29 anos, comenta a transição da ‘brincadeira’ para a ‘competitividade’. O capitão de defesa relembrou a primeira conquista do Cuiabá Arsenal, o Pantanal Bowl de 2007, sem sofrer um ponto sequer.

“Antes da fundação do clube e até 2006, jogávamos mais na brincadeira. Em 2007, com o Pantanal Bowl, lembramos que fizemos cinco amistosos em 2006 e perdemos três, não queríamos mais perder (risos). Então foi muito bacana o título daquela competição, levamos bem a sério e ali iniciou a sequência de glórias do time” afirma Igor, que ainda atua pelo Arsenal.

O capitão de defesa também contou sobre a origem do nome da equipe, sugestão do ex-presidente Orlando Ferreira Júnior.

“O nome Cuiabá Arsenal veio para homenagear o Sesc Arsenal, a importância cultural desse espaço e seu acervo de guerra. Além disso, é uma definição que remete a batalhas e casa bem com o espírito do futebol americano”, explica o veterano.

 

Rivalidade

Quando o assunto é qual o maior rival do clube, os três personagens da ‘velha guarda’ são unânimes em dizer que nos primeiros anos do time era o Tubarões do Cerrado-DF e hoje é o Coritiba Crocodiles-PR.

No mês de fevereiro o Olhar Esportivo acompanha o segundo episódio da série. Relembrando o período 2009-10, em que os equipamentos passaram a ser utilizados.

Foto: Thiago Mattos/Olhar Esportivo

Por: Thiago Mattos