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 O judoca cuiabano David Moura segue sua preparação para os Jogos Olímpicos 2016. O atleta concedeu entrevista à jornalista Ana Cláudia Felizola, do portal estatal 'Brasil 2016', em evento-teste realizado no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (9). David mostrou otimismo em ser o representante brasileiro do esporte nos Jogos.

Confiança

Mesmo sem a definição da vaga olímpica, que só será divulgada após o fechamento do ranking mundial, em maio, o judoca de 28 anos demonstra confiança de que, em agosto, será ele o representante brasileiro na categoria +100kg. “Estou muito confiante de que serei eu. Acho que é a minha vez”, opina. A disputa acirrada por pontos na listagem internacional é com o compatriota Rafael Silva, o Baby, medalhista de bronze na edição de Londres-2012 e que, devido a lesões, ficou de fora de competições no ano passado.

David ocupa o 12o lugar no ranking, atualizado na última segunda-feira (7), seguido de perto por Rafael, o 13o. “Nós dois estamos disputando passo a passo a vaga. Do fundo do coração, acho que o peso pesado é uma categoria que está muito bem representada. Ele por já ter sido medalhista olímpico e eu por estar chegando bem, aproveitando as oportunidades que estou tendo”, avalia David, que neste ano subiu ao pódio nas duas competições que disputou: ouro no Open de Sofia, na Bulgária, em janeiro, e bronze no Grand Slam de Paris, em fevereiro.

Agora, o atleta espera conseguir os pontos decisivos finais sem precisar do desgaste de passar por muitos torneios. “A minha estratégia é fazer competições pontuais com o objetivo de ganhar. Comecei o ano fazendo isso e acho que, se eu continuar ganhando, não preciso fazer muitas competições porque no ranking só contam os cinco melhores resultados”, destaca. “Se eu fizer cinco bons, a preparação será perfeita até pensando nas Olimpíadas. Mesmo ainda sem saber quem vai, eu já penso em ser campeão olímpico. Acho que, se eu estiver preparado realmente para isso, a vaga vai ser minha”, avalia.

Compromissos

No calendário de David Moura, até a convocação, estão o Grand Prix da Turquia e o Pan-Americano, em Cuba, ambos em abril, além do World Masters, no México, no fim de maio, já perto do encerramento do ranking. Ele espera que a rivalidade com Baby siga até os últimos momentos. “Como nós dois estamos bem no ranking, acho justo a gente lutar todas as competições e ter oportunidades parecidas para disputar essa vaga no tatame. Quem estiver realmente melhor representará o Brasil”, comenta o atleta.

Expectativa

Mesmo sem pisar no tatame do Parque Olímpico durante o evento-teste, David Moura já começou a se imaginar em ação, projetando o que pode ocorrer em agosto. “Sempre que a gente entra em um ginásio bonito, com tatame da cor que a gente sabe que vai ser a das Olimpíadas, isso tudo já ajuda a gente a se acalmar”, opina. “Quando a gente chega, dá aquela tensão, mas a gente já vai se familiarizando e se sentindo cada vez mais em casa. Isso é uma vantagem perante os adversários que estão lá nos seus países. Sabendo usar isso, a gente tem tudo para fazer um resultado melhor”, acredita o pesado.

O atleta também avaliou a estrutura do local e aprovou o que viu durante as disputas desta quarta-feira. “A gente já teve explicações e palestras de como vai ser o dia da Olimpíada e estou achando tudo ótimo. A estrutura está excelente, o ginásio está ótimo, com tudo de que a gente precisa. O atleta hoje só precisa se preocupar em lutar mesmo, e isso é ótimo”, resume.

Por: Olhar Esportivo