Foto:Junior Martins/FMTJLA)


 A seleção mato-grossense escolar de luta olímpica está na reta final de preparação para a etapa nacional dos Jogos Escolares da Juventude (JEJs), que ocorre em duas datas, uma para a categoria A (de 15 a 17 anos), de 10 a 19 de novembro, e outra para a categoria B (de 12 a 14 anos), de 20 a 29 de novembro, em João Pessoa-PB. Dentre os últimos ajustes, está uma parceria com um programa de pesquisa universitário em prol do condicionamento físico.

Para o coordenador do Núcleo de Pesquisa de Aptidão Física, Informática, Metabolismo, Esporte e Saúde (Nafimes), um programa da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Carlos Alexandre Fett, a parceria entre o Nafimes e a Federação Mato-grossense de Jiu-jitsu e Lutas Associadas (FMTJJLA) servirá para desenvolver estudos sobre a fisiologia dos lutadores e sobre a parte biomecânica da luta. E, a partir disso, obter melhores resultados nas competições.

“Fizemos vários exames para verificar a saúde dos atletas. Por exemplo, fizemos a avaliação da composição corporal por três métodos: Antropometria, Bioimpedância e Ultrassonografia. O 1º tira medidas de dobras e circunferências. O 2º avalia a composição corporal, hidratação e densidade mineral óssea. O 3º dá informações inclusive sobre risco cardíaco. Também fizemos Eletrocardiograma e avaliamos o desempenho físico pela força de pressão palmar”, explica Fett.

De acordo com Carlos Fett, a pressão palmar é a força da pegada. É a força que se faz quando se fecha a mão. Uma força que tem relação com outros agrupamentos musculares. Segundo ele, a pressão palmar corresponde também com a força das pernas. Quando se mede a pressão palmar, indiretamente se mede outros músculos. E uma pegada fraca é sinal que o desempenho geral de força está baixo. O que se reflete na aplicação de técnicas e golpes durante a luta.

“Não é só a força que determina o resultado de uma luta. Também depende de técnica. Mas se o lutador tem técnica melhor e também tem força maior, a eficiência na execução dos golpes será superior. Então se conseguirmos fazê-los aumentar a força da pegada, maior será a eficiência para colocar o oponente para baixo. Uma pegada mais forte gerará mais tensão física para derrubar o adversário. Por meio da avaliação poderemos orientar nesse sentido”, diz Fett.

Para o coordenador técnico da seleção escolar de luta olímpica, Francisco Fernandes Junior, o Chiquinho, a saraivada de exames médicos permitirá um estudo personalizado das condições fisiológicas de cada atleta. Segundo ele, o check-up dará um raio x de cada lutador e o corpo de profissionais envolvidos poderá orientar, tanto sobre treino quanto sobre alimentação, quais as adaptações necessárias para cada atleta atingir uma melhor performance na luta.

“Sem o diagnóstico de cada membro da seleção nós temos que fazer treinos genéricos. Significa que um atleta peso leve de 12 anos terá a mesma alimentação e fará a mesma rotina de treinos que um peso pesado de 17 anos. Está errado, mas que sem o mapeamento de cada indivíduo não tínhamos como fazer diferente. Agora temos. Então os treinos seguintes serão montados a partir dos laudos de cada um. Os resultados dos exames vão refletir 100% nos treinos”, diz Jr.

Mato Grosso será representado por uma delegação de doze atletas. Na categoria B: Guilherme Porto e Luana Carine (peso leve), Antônio Capitula Neto e Jamily Almeida (médio) e Iran Carlos Milas e Larissa Tywaki (pesado). Na categoria A: Kelvyn Henrique da Silva e Gabriela Pereira (peso leve), Igor Fernando Queiroz e Wellen Neves (médio) e Guilherme Carvalho e Kethyle Lorenna Silvério (pesado). Os treinos conjuntos ocorrem na capital até a data de embarque.

Por: Redação


Equipe do Nafimes