Foto:Facebook Confederação Brasileira de Ciclismo


Além da ex-capitã da seleção brasileira de futebol feminino, Mato Grosso também conta com a representação da ciclista Clemilda Fernandes nas Olimpíadas Rio 2016. A atleta de 37 anos nasceu em São Felix do Araguaia e se interessou pelo ciclismo por influência de um dos seus irmãos, vinda de uma família com 12 irmãos, seu pai queria um time de futebol, mas todos foram para o ciclismo.

Clemilda acumula muitas vitórias em sua carreira: é tricampeã da Copa América, participou de oito campeonatos mundiais, em 2007 conquistou medalha de bronze nos jogos Pan-Americanos do Rio, prata no Pan de ciclismo em Mar del Plata, campeã da Volta de El Salvador em 2012, representou o Brasil nas Olimpíadas Pequim 2008 e em Londres 2012.

Hoje, a atleta e sua família residem em Goiânia-GO

Não deu

A ciclista mato-grossense disputou a prova de ciclismo de estrada na Rio-2016, no entanto, acabou sendo desclassificada. Clemilda teve problemas na corrente de sua bicicleta e perdeu rendimento, não conseguindo terminar a prova dentro do tempo limite. A medalha de ouro foi da holandesa Anna van der Breggen. Para o Brasil, coube o 7° lugar para a carioca Flávia Oliveira, que concluiu o percurso de 136,9km apenas 20 segundos após a holandesa. Flávia alcançou o melhor resultado do ciclismo brasileiro na história dos jogos.

Acidentes

Em março de 2013, Clemilda foi atropelada em uma rodovia nos arredores de Goiânia enquanto treinava, o motorista fugiu sem prestar socorro. A ciclista ficou seis dias na UTI, perfurou o pulmão, teve fraturas, sofreu um corte profundo na cabeça e escoriações. Apesar do susto, a atleta teve uma boa recuperação. No início desse ano ela foi novamente atropelada, porém, por sorte, dessa vez sofreu apenas ferimentos nas mãos e nas pernas.

Doping

Em 2009, Clemilda foi suspensa após ser flagrada em um antidoping. A atleta ficou dois anos em  suspensão, porém, a Confederação Brasileira de Ciclismo não informou o Ministério do Esporte sobre o ocorrido. A ciclista ficou recebendo durante esse tempo o auxílio Bolsa-atleta de forma irregular, pois não podia competir e nem treinar. Após a acusação pelo próprio Ministério de receber irregularmente do programa, foi pedido o ressarcimento dos valores pagos a atleta, no total de R$65 mil. Todo o dinheiro foi ressarcido. 

Por: Gabriela de Lima


Clemilda pedalando