Foto: Divulgação Facebook


Desde meados do mês de junho, o gramado da Arena Pantanal é motivo de preocupação para os desportistas da baixada cuiabana que necessitam do estádio para a disputa das competições locais e nacionais. O mesmo foi vítima de tiriricas e ervas daninhas e precisou passar por um intenso tratamento para recuperação dos setores degradados, porém, isso limitou a utilização do espaço, principalmente para a equipe do Cuiabá Arsenal, que disputa o Campeonato Brasileiro de Futebol Americano, além dos times que disputarão da Copa FMF.

No mês passado, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer – Secel, foi orientada por meio da empresa especializada em gramados esportivos do Brasil, que o uso do campo seja o menor possível, pois o gramado ainda está fragilizado, sendo muito importante poupá-lo para assegurar o resto da temporada de jogos já firmados antecipadamente para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Com esta alegação, a equipe do Cuiabá Arsenal não conseguiu autorização da Secel para disputar o jogo contra o Rondonópolis Hawks no dia 28 de julho, pela segunda rodada do Brasileiro de Futebol Americano.

Além disso, os clubes da baixada cuiabana estão preocupados por não terem locais para a disputa dos jogos das fases iniciais da Copa FMF, que vale vaga na Copa do Brasil profissional do ano que vem.

Porém, neste final de semana, três jogos ocorreram em menos de 24 horas no campo da Arena Pantanal, entre eles uma final de campeonato empresarial Sub-16. No sábado(03), Ação e Cacerense jogaram pela Segunda Divisão do Mato-grossense, e no domingo(04), ocorreu a final do Mato-grossense Feminino, ambas competições oficiais da Federação Mato-grossense de Futebol – FMF.

Todavia, na preliminar da final feminina, houve a decisão de uma competição empresarial, da Copa Zebu Ararauna Sub-16, entre Uirapuru e Escolinha Golaço. A reportagem do Olhar Esportivo indagou sobre os critérios utilizados para a realização deste jogo, final de uma copa que foi disputada por escolinhas que cobram mensalidades e que leva o nome de duas empresas.

“A final do feminino foi autorizada um dia após o jogo da série B do estadual, baseada nos seguintes critérios, por ser uma final, fomentar o futebol feminino e pelo fato de que as meninas causam o mínimo de dano ao gramado. Para a final sub-16, os critérios foram fomentar o futebol de base e por não causar danos relevantes ao gramado, pois são jovens e orientamos a usar chuteiras de futebol Society. Se tratava de uma final também, todo e qualquer evento tem cunho empresarial de uma forma ou de outra. Não é papel da Secretaria fazer esse julgamento econômico”, disse o Superintendente de Infraestrutura Esportiva da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Maurício Dias de Mendonça.

Além disso, o Superintendente da Secel afirmou que as gestões anteriores não realizaram o processo de descompactação de solo do campo da Arena Pantanal. “Não existem periodicamente campeonatos para categoria de base em Cuiabá, portanto sempre que for possível fomentarmos a base nós o faremos. Se acompanhou as antigas gestões, você sabe que todos jogavam na Arena a hora que queriam, amadores, amigos do fulano contra amigo do ciclano e etc. Isso sem nenhum critério técnico o que agravou ainda mais o estado do gramado, só que os errados são aqueles que buscam reparar os erros e irresponsabilidade do passado. Esse processo de descompactação de solo recomenda-se que se faça a cada seis meses e desde 2014, nunca foi feito, nós nos primeiros seis meses, realizamos esse serviço. Agora teremos critérios técnicos e autonomia para autorizar ou não eventos na Arena”.

No caso, a final da Copa teve entrada gratuita e alertou para o critério contraditório das notas da Secel sobre a utilização da Arena Pantanal. O Uirapuru fez a sua parte e foi campeão, ganhando um jantar completo na churrascaria Zebu, que foi divulgado por veículos de comunicação.

 

Por: Da Redação