Foto: presidente do Cuiabá Arsenal, Denevaldo Júnior, no COT do Pari - Crédito Junior Martins


O Centro Oficial de Treinamento de Várzea Grande (COT do Pari) pode se tornar um espaço de projeto sustentável do Cuiabá Arsenal, equipe de futebol americano tradicional da capital mato-grossense. As conversas para uma possível gestão da cessão através do Arsenal estão avançadas com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística - SINFRA. O COT do Pari deveria ter sido finalizado para os treinos das seleções na Copa do Mundo Fifa 2014, mas a obra, iniciada na gestão retrasada, nunca foi entregue e está desativada. A construção foi orçada em R$ 31,7 milhões na época.

“Temos o apoio do secretário estadual de esporte e lazer, Allan Kardec, que visitou o local conosco. O secretário Jefferson Neves da SAEL também nos apoia, o Conselho Estadual do Desporto e o Conselho de Educação Física foram favoráveis. Temos condições de fazer isso, com um plano de considerações com agenda de eventos básicos. Elaboramos um plano de sustentabilidade que foi pedido pela Secel e faremos a nova apresentação”, disse o presidente do Cuiabá Arsenal, Denevaldo Júnior, ao site Olhar Esportivo.

Porém, nesta terça-feira (30), o desembargador da 2ª Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal de Justiça (TJMT), Mário Kono de Oliveira, votou pela devolução ao antigo proprietário da área onde iniciou a construção do COT do Pari. Segundo o presidente do Cuiabá Arsenal, o antigo dono também seria favorável ao projeto de sustentabilidade da equipe no espaço que teve início da construção.

“O proprietário da área pediu de volta, mas também já fez uma carta de apoio a iniciativa, ele concorda em ceder essa área para nós. Hoje ele quer reaver de volta cinco hectares da área, que tem o total de 10 hectares. Esses cinco hectares não tem nenhuma mobilização da obra, e eles pretendem usar aquele espaço. Na esquina vai ser o Manhattam da Ginco, eles são parceiros comerciais, a gente já tem a carta de apoio da Ginco e do ex-proprietário”, afirmou Denevaldo.

A princípio, o novo projeto traria a reforma da parte de segurança, a limpeza da área, reforma do campo e isolamento da parte de obra de risco. Segundo Deneva, em um ano e meio estaria em condições de uso. O plano é construir alojamentos, salas de aulas para treinos de vídeos e aulas de inglês, entre outros serviços sociais.

“Será uma Arena funcional. Tinha muita coisa que era dita como padrão Fifa, que é um tipo de luxo que não tinha funcionalidade. Qual a necessidade de ter algum piso de porcelanato, na minha concepção nenhuma. É tudo pela Lei de incentivo, para enviar e captar recursos da iniciativa privada. Dentro dos parceiros já existentes, a gente já consegue fazer a primeira fase. Tem sete ou oito fontes de recursos que podemos focar para finalizar essas obras. Temos apoio da comunidade, dos meios de comunicação, profissionais da área de Educação Física, temos mais de 30 cartas de apoio, de equipes de fora do Brasil, que a gente conversa para organizar eventos, clínicas, jogos. A equipe de Rugby também apoia, pois com certeza eles também terão espaço na modalidade.”

O gestor da equipe ao site Olhar Esportivo, que realizou um levantamento sobre os espaços públicos de Cuiabá e Várzea Grande e citou a dificuldade de manter um local para treinamento. Além disso, salientou que essa iniciativa seria praticamente inédita no país, aproveitando um espaço que já era para estar pronto há muitos anos para um projeto de sustentabilidade com incentivo ao esporte e à área social, principalmente através de apoios da iniciativa privada.

Por: Pedro Lima / da Redação


Crédito: Junior Martins

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