Foto: Família Campos no lançamento do estádio Dito Souza, em 2019 - Secom VG


Mesmo em tom de garantir o Operário Várzea-grandense na Série D do Campeonato Brasileiro, o diretor de futebol, Roberto Moraes, admite que o clube vive uma incógnita sobre o retorno da preparação para a competição nacional.

Nesta semana, a Confederação Brasileira de Futebol divulgou tabela para início da competição em setembro. O CEOV tem jogo marcado para ocorrer entre os dias 19 e 20. Mesmo assim, Roberto supõe que precisa de algo mais concreto para reavaliar o planejamento.

“Vamos aguardar para ver se realmente vai ser nessa data. Se for, o Operário vai disputar. Temos que cumprir o calendário. Vamos aguardar mais uns 10 dias, para ver como vai ficar a situação. Vai disputar, agora quando vai retornar, é uma incógnita. Não vamos colocar grupo de jogadores para ter despesa, alimentação, transporte., disse ao site Olhar Esportivo.

Ao lado dos irmãos, Roberto Moraes dirige o Boa Esporte, de Varginha (MG). Ao mesmo tempo, comanda o setor do futebol do Operário-VG, segundo ele, pela consideração e amizade com o empresário Dudu Campos e o presidente Éder Taques. Questionado sobre a continuidade da parceria, Moraes falou da importância do investidor regional de família tradicional.

“O Dudu está cansado, porque fica só ele. Temos que buscar alternativas para resolver o problema. Disputar, o Operário vai disputar, isso você pode ter certeza. Eu ajudo aí, porque sou muito amigo do Dudu, do Éder, tentamos mudar o jeito do Operário e melhorou. Só que aí não teve jeito, quando estávamos em um bom momento, veio isso e prejudicou todo mundo. Ele (Dudu) também sabe que o Operário precisa dele, sabe que o fato de ajudar o Operário, está ajudando outras pessoas que tem preocupação, que é na área social, entretenimento para a cidade. Um envolvimento de pessoas que dependem, ele sabe da importância dele”, pontuou Roberto.

O CEOV mantém a base dos atletas que estavam no Estadual, mas perdeu alguns jogadores que tiveram contratos de empréstimos vencidos.

A reportagem do Olhar Esportivo apurou sobre o momento vivido pelo Chicote da Fronteira com o empresário Dudu Campos, filho do Senador por Mato Grosso, Jayme Campos, e da Prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos. O assíduo investidor do CEOV afirmou não ter recursos para continuar.

“Eu não estou mexendo mais com o CEOV. Tem um monte de papudo que vai tocar uma hora. Ia melhorar, mas no momento sem chance. Não tem recurso e o presidente da FMF não ajuda”, afirmou Dudu Campos ao Olhar Esportivo.

Por: Pedro Lima / da Redação