Foto:Martin Acosta/ Reuters


A partida de volta da final da Libertadores, entre River Plate e Boca Juniors, será disputada fora da Argentina, no dia 8 ou 9 de dezembro. A decisão, anunciada nesta terça-feira, é uma resposta da Conmebol aos episódios de violência registrados no Monumental de Núñez no útimo sábado, data em que o jogo decisivo deveria ter acontecido.

Entendemos que não há condições para que a partida seja disputada na Argentina — alegou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez.

A entidade sul-americana se comprometeu a arcar com "despesas de viagem, hospedagem, alimentação e traslado interno de até 40 pessoas por delegação". Em nota oficial, também afirmou que "estabelecerá as coordenadas de segurança com as autoridades correspondentes".

Ainda não se sabe, porém, onde o jogo acontecerá. De acordo com Martín Fernandez, colunista do GLOBO, no site "Globoesporte.com", a Conmebol avalia três sedes: Miami, Doha e Assunção.

A cidade norte-americana seria a preferida, pois se ofereceu para sediar a partida. Doha, por sua vez, surge na disputa por interesse econômico de autoridades do Qatar, que patrocinam a Libertadores. Já a capital paraguaia é uma opção prática, pela proximidade geográfica.

Boca não quer jogar

O jogo de volta da final da Libertadores deveria ter acontecido no sábado, mas foi adiado após um ataque de torcedores do River ao ônibus do Boca Juniors nos arredores do Monumental de Nuñez. O capitão xeneize, Pablo Pérez, foi um dos feridos na ocasião.

Posteriormente, o Boca entrou com um pedido no Tribunal Disciplinar da Conmebol para ficar com os pontos do jogo e, consequentemente, com o título, uma vez que a partida de ida terminou 2 a 2. A entidade, por sua vez, preferiu não comprar uma briga política e discutirá uma punição ao River sem que haja impedimento de disputa pela taça.

Dadas as condições, Daniel Angelici, presidente do Boca, declarou nesta terça após a reunião com representantes da Conmebol que sua equipe não pretende entrar em campo.

— Não aceitamos jogar nenhum jogo —, disse Angelici.

Se o cômite disciplinar da Conmebol negar, o Boca já tem planos de apelar ao TAS (Tribunal Arbitral do Esporte), na Suíça, entidade máxima mundial da justiça desportiva.

Por: O Globo