Foto: Junior Martins/FMTT


O Tênis de Mato Grosso cresce anualmente em diversas frentes, numa maior participação de tenistas e de público nos torneios, na quantidade de torneios por ano, em expansão geográfica por cidades-sedes, em interesse de empresas em patrocinar e, em especial, na qualidade técnica dos tenistas locais. Como, por exemplo, comprovado na vitória de Marvin Spiering (Sinop-MT) contra Nicolas Zanellato (Santo André-SP), na final da 1ª Classe Pro, no 6° Monte Líbano Open, encerrado nesse fim de semana, no Clube Monte Líbano, em Cuiabá.

Marvin Spiering, o ‘Marvão’, de 22 anos, foi tenista profissional, disputou torneios internacionais em cerca de uma dúzia de países, chegou a marcar três pontos no ranking mundial da ATP (Association of Tennis Professionals) e, atualmente, se dedica a trabalhar como professor de tênis e fazer faculdade de Educação Física em Sinop. E, mesmo longe do cenário do tênis internacional desde 2017, venceu uma final contra um tenista que compete no cenário internacional.

“Foi um jogo duríssimo na final. Muito disputado desde o primeiro ponto, cheguei a disparar na frente, quando abri vantagem de três games a um no primeiro set, mas não consegui manter e ele virou para cinco a três. Eu apliquei a estratégia da paciência, aguentei os slices dele e recuperei o jogo e fechamos o set inicial com parciais de sete a cinco. Infelizmente, ele não conseguiu finalizar”, conta o campeão da 1ª Classe Pro do torneio Monte Líbano Open, Marvin Spiering.

Nicolas Marcondes Zanellato, de 17 anos, é tenista profissional, disputa torneios internacionais da ITF (International Tennis Federation), já competiu em cerca de uma dúzia de países (América do Sul e Europa) e, atualmente, tem 229,5 pontos no ranking mundial da ATP e está na posição de número 244 do World Tennis Tour Juniors. Mas, mesmo jogando em alto nível, perdeu um set para o Marvin e desistiu do segundo set por conta do desgaste físico e extremo calor cuiabano.

“Marvin joga firme, não arrisca muito as bolas, tem um jogo sólido no fundo da quadra, usa o braço direito para trocar bolas e o braço esquerdo para forçar o oponente. Eu tentei dar meu máximo para conseguir mostrar o meu melhor, mas estava bem cansado e cheguei a passar mal. Acredito que isso aconteceu por ter tido uma semifinal difícil e, principalmente, por causa do calor absurdo”, disse o tenista ITF desde 2016, Nicolas Zanellato, nascido em Santo André-SP.

Além dessa final emocionante entre Spiering e Zanellato no Monte Líbano Open, Marvão acumula participação em sete torneios no Circuito Estadual de Tênis de MT neste ano, na categoria 1ª Classe Pro, e venceu todos os sete torneios de forma inabalável. Sem perder nenhum único set e sempre com postura calma e racional, sem perder lucidez, sem rompantes, com comportamento de cavalheiro e, sem qualquer dúvida, sendo o maior ídolo em atividade do tênis do estado.

Nunca tão grande

Para o vice-presidente técnico da Federação Mato-grossense de Tênis (FMTT), Bruno França, que vivencia o tênis do estado desde 1999, a modalidade nunca esteve tão pujante em Mato Grosso. Segundo ele, nunca foram organizados tantos torneios num único ano, nunca se teve tantos tenistas num torneio de tênis e nem nunca se teve tantos patrocinadores e parceiros engajados na realização dos eventos. Situação que testemunha os anos dourados do tênis em MT.

“Antigamente, nossos torneios contavam com a participação de cerca de 30 a 40 tenistas. Atualmente, nossos torneios contam com a participação de cerca de 200 até mais de 400 tenistas. Nós tivemos um grande crescimento nos últimos quatro a cinco anos. E ainda teremos mais dois torneios neste ano. A 15ª etapa do Circuito Estadual, na cidade de Sorriso, e depois a 16ª etapa, em Cuiabá”, comenta o vice-presidente técnico da FMTT, tenista e advogado, Bruno França.

Por: Da Redação com Junior Martins/FMTT