Olhar Esportivo - Presidente da FMTC lamenta perda de força do 'Bolsa Atleta'



 Nos dias 19 e 20 de setembro, a cidade de Sorriso recebe etapa do ‘Ranking Nacional de Cross Country Olímpico’, com o ‘GP Ciclo Center de Mountain Bike’. Dando sequencia nos certames de 2015, os atletas mato-grossenses buscam melhorar na pontuação nacional. O circuito será montado no Parque Ecológico da cidade e cerca de 80 atletas já se inscreveram na competição.

Mato Grosso está representado pelos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Barra do Garças, Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum,  Sinop e Sorriso. Competidores de Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal também confirmaram presença.

Pela categoria Elite, a disputa promete ser muito acirrada entre Jesiel Nunes (GO) e Willian Pecego (Barra do Garças). Ao todo, 14 categorias tomam parte nesta competição em nível nacional.

Situação Preocupante

Manoel Lima, presidente da Federação Mato-grossense de Ciclismo (FMTC) avalia esta atual temporada como de reafirmação, mas lamenta o atraso nos repasses do programa 'Bolsa Atleta' e se mostra preocupado.

“Precisamos encontrar outra fórmula de estimular os atletas das modalidades do ciclismo. Havia uma grande expectativa com relação à normatização do Programa Bolsa Atleta e, pelo visto das últimas noticias, o projeto esta sendo desmontado gradativamente. A lei incentivou muitos jovens a praticar o esporte do pedal aqui em Mato Grosso. O ciclismo de um modo geral é um esporte bastante caro. Todos os equipamentos são comprados em dólar, na cotação diária”, afirma Lima.

Mesmo com a dificuldade de patrocínio, o dirigente afirma que incentiva os jovens a não desistirem do Bolsa Atleta.

“Hoje a frustração e descrédito é monstruosa perante os atletas. Mesmo assim, nas categorias do MTB, Mato Grosso figura entre os três primeiros lugares em várias categorias. Continuamos incentivando os atletas a fazerem as montagens do processo de acesso individual, junto ao Programa Bolsa Atleta”, completa Manoel.

Bolsa Atleta

Conforme a lei nº 8.157, de 13 de julho de 2004 que criou o programa, o atleta se torna apto a ingressar com o pedido à bolsa atleta preenchendo requisitos puramente técnicos, ou seja, conquistar até o 6º lugar em competições oficiais do calendário do Ministério dos Esportes.

Foto: Maximiliano Blanco/CBC

Por: Olhar Esportivo