Foto: Facebook Nova Mutum Esporte Clube


Com a crise da pandemia do Covid-19 no Brasil, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu doar R$ 120 mil para clubes das Séries C e D do Brasileiro, após carta enviada à entidade, assinada por presidentes de diversos clubes. A mobilização nacional agora é para que o apoio financeiro se estenda também para todas as equipes dos campeonatos estaduais de todo o Brasil.

O presidente do Nova Mutum, Anir Siqueira, disse à reportagem do Olhar Esportivo, via telefone, que vê como válida essa reinvindicação de um apoio geral, porque todos os clubes também são filiados à CBF e foram prejudicados financeiramente com essa crise.

“É válido, porque queira ou não queira, os times que não estão nas Série C e D do campeonato nacional, são filiados à CBF, e a reivindicação foi feita por causa dos cancelamentos de contratos com os patrocinadores, com a Globo, que deixaram de honrar seus compromissos, com essa epidemia. O pedido é justo, não tem porque não nos ajudarem, o lucro deles é grande, todo ano tem que pagar anuidade, registros de contratos, entre outros. A gente faz parte da Confederação também, não só da FMF, da CBF também”, disse o presidente do Nova Mutum, Anir Siqueira.

Com um bom investimento na segunda divisão do estadual no ano passado, quando o Nova Mutum foi campeão, e a continuidade de um projeto ambicioso na primeira divisão de 2020, o clube teve prejuízos com a paralisação do Mato-grossense.

“Tivemos que pagar até o último dia de contratos, tínhamos contratos com jogadores até final de abril e vamos ter que honrar. Deixou de entrar só de patrocínio para o Nova Mutum, 200 mil reais, então o prejuízo foi muito grande”, informou.

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O Nova Mutum não vê possibilidade de continuidade do certame nos próximos meses.

“Vou ser bem franco, quatro times das quartas de final vão disputar o Brasileiro, os outros não, e para nós fica muito caro remontar um time para dar continuidade. Como que vamos montar um time para jogar 21 dias de competição, se os contratos com atletas precisam ser de 90 dias. É outra estrutura, é outro planejamento, temos que achar outra maneira. Eu sou a favor do cancelamento e achar outra via mais simples que não dê prejuízo, porque se retomar o estadual, nós, Sinop, Poconé, Dom Bosco, temos que remontar a equipe. Quem vai nos ajudar? Gastar duas vezes para chegar no mesmo objetivo? É complicado, agora temos que pensar igual uma empresa, não temos que ter emoção. Temos que agir com a razão”, afirmou o presidente.

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Segundo a opinião do presidente, haveria duas possibilidades para resolver as indicações das vagas do estadual diante dos investimentos feitos no campeonato. Transferindo-as para a Copa FMF, ou reiniciando as quartas de final em janeiro do ano que vem, para aproveitar o planejamento para a temporada 2021.

“Teria que continuar vinculando alguns jogadores do júnior no time titular na Copa FMF, em todo jogo, como obrigatoriedade. Quem sabe uns três por jogo, mas o restante liberar a idade, para melhorar a forma e colocar as três vagas da Copa do Brasil, e as duas da Série D em disputa. Ou tem outro modelo, disputar essas quartas de final em janeiro, antes do estadual do ano que vem, que deve ser prorrogado. Acredito que os times estariam com igualdade de condições, porque as quartas de final em diante se faz em 21 dias. Seria muito injusto para as quatro equipes disputar a fase final depois dessa paralisação”, sugeriu Anir Siqueira.

“Todos terão prejuízos, isso é certeza, mas nós do Mutum temos uma boa relação com a FMF, trabalhamos de forma franca um com o outro, temos que tentar uma forma de resolver a situação que fique melhor para todos, não para um ou dois. Vamos colaborar para as coisas terminarem da melhor maneira possível”, completou o presidente mutuense.

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Por: PEDRO LIMA / DE CASA


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