Foto: Arquivo Arbitral Estadual 2020


A Federação Mato-grossense de Futebol suspendeu a continuidade do Campeonato Mato-grossense 2020, que já tinha as datas marcadas para o acontecimento das quartas de final da competição. A medida foi tomada em conjunto com os clubes devido à pandemia do coronavírus, que atingiu o país e aos poucos vai se alarmando em Mato Grosso, com recomendação de quarentena da Organização Mundial de Saúde (OMS), além dos decretos do Governo do Estado de Mato Grosso e das Prefeituras Municipais.

Com isso, as equipes também suspenderam as atividades, até que seja tomada alguma atitude. O União paralisou por tempo indeterminado, mas segue planejamento interno, já que está credenciada para a Série D do Brasileiro.

“Paralisamos as atividades, por tempo indeterminado, a Federação achou por bem parar, acho que existiu uma pressão de outros órgãos e dos jogadores também, que entenderam que se não fosse até à final, de forma acelerada, o melhor caminho seria parar. Então nós entendemos nesse sentido, paramos aqui, agora é esperar para ver o que vai acontecer, a gente não sabe, não consegue ter um prognóstico futuro, se vai voltar em 20 dias, ou um mês, se é que vai voltar. O campeonato está em uma situação delicada, mas o bem maior é a saúde pública, vamos pensar neste sentido, prejuízos à parte, depois cada um fica com o seu e segue o trabalho da sua maneira”, disse o presidente do União, Edicarlos Olegini.

Em entrevista ao Olhar Esportivo, o presidente do Sinop, Agnaldo Turra, disse que a maior preocupação fica por conta da dispensa dos atletas. Segundo Turra, o Sinop já iniciou as compras das passagens para os jogadores irem embora, também sem esperança de um retorno da competição.

“Paramos ontem, depois que a Federação baixou a portaria, nós paramos. Agora a preocupação é mandar os jogadores embora. Essa é a preocupação, já estou comprando passagens para os atletas irem embora, porque semana que vem fecha tudo, essa foi uma decisão minha e de alguns presidentes. Por mim o campeonato encerrou, não tem o que fazer. Agora tem que ver quanto as vagas né, se vai ser pelo ranking, uma segunda oportunidade que tem é fazer uma Copa FMF com idades de jogadores liberadas, mas daí somente com as oito equipes que estavam nas quartas, eu entendo dessa forma”, disse o presidente do Sinop à reportagem do site Olhar Esportivo.

O presidente do Nova Mutum, Anir Siqueira, também demonstrou estar tomando uma atitude rápida, com a liberação dos seus jogadores, prevendo um aumento da preocupação com a pandemia nas próximas semanas e sem perspectiva de retorno do Estadual 2020.

“A decisão foi sábia, de todos nós também, do poder público da saúde de Mato Grosso, porque hoje o futebol deixa de ter a importância, com a saúde da população em primeiro lugar. Vamos torcer para que esse surto vá logo embora, para que as coisas se normalizem. Mas eu acredito que o campeonato não volte mais a ser disputado, pelo andar da carruagem daqui alguns dias irá produzir efeitos colaterais nas cidades, acredito que se encerra o campeonato aqui. Enquanto as finais, não sei como o presidente, a Federação, a CBF mesmo vai organizar isso aí, mas não acredito na retomada esse ano. A maioria das equipes têm contrato até final de abril, só tem quatro equipes de Mato Grosso que têm calendário. Não temos como fazer contrato de mais três meses para disputar poucas partidas. Conversamos muito, a tendência é piorar, são muitos atletas de fora, que têm família, então não tem porque segurar, não adianta ficar adiando data”, explicou o presidente do Nova Mutum em entrevista ao vivo durante o Programa Capital em Campo/Olhar Esportivo, da rádio Capital FM.

Já o presidente do Poconé, Orivaldo Rondon, terá reuniões com todos os membros do clube, para que seja tomada uma atitude em conjunto, porém, os atletas que vieram de outros estados, também devem ser dispensados para evitar prejuízos maiores.

“Vamos nos reunir durante o dia até o fim da tarde. Vamos analisar junto com a diretoria, com os atletas e comissão técnica. Temos sete jogadores que são de outros estados, fica difícil segurar, ninguém consegue ficar parado”, afirmou Orivaldo Rondon, presidente do Poconé.

O Cuiabá, líder isolado da primeira fase e que ainda possui calendário extenso na temporada, liberou os atletas previamente por uma semana e mantém um acompanhamento de treinamentos físicos à distância, monitorando seus jogadores em suas respectivas residências.

“O Cuiabá Esporte Clube decidiu, na tarde desta quarta-feira (18), suspender os treinamentos, devido às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à propagação do coronavírus. Os atletas treinaram na parte da manhã, mas após uma reunião entre a diretoria, comissão técnica e atletas, ficou decidida a suspensão dos trabalhos, por uma semana. A comissão técnica do Dourado enfatizou aos jogadores a gravidade do problema, em que todos estamos, e reiterou a importância de os atletas estarem em casa, com seus familiares, durante o período que for necessário”, divulgou em nota.

No Clube Esportivo Dom Bosco, o último treinamento ocorreu nesta quarta-feira (18), com a previsão de todos os jogadores serem dispensados, em comum acordo, até segunda ordem.

Em contato com a diretoria do Operário Várzea-grandense, foi informado que a decisão será tomada nos próximos dias ou na semana que vem, lembrando que o time ainda tem pela frente a Série D do Brasileiro, com isso, segue um planejamento aguardando boas novidades.

Já o Luverdense, que também tem a Série D, emitiu nota oficial liberando os atletas temporariamente e paralisando os treinamentos, aguardando novas notícias para se pronunciar sobre o retorno.

Mixto e Araguaia foram eliminados na última rodada da primeira fase e por enquanto estão rebaixados para a Segunda Divisão do Mato-grossense de 2021.

As quartas de final ocorreriam neste fim de semana e no meio da semana que vem, com os confrontos entre, Cuiabá x Luverdense, Operário-VG x Dom Bosco, União x Poconé e Sinop x Nova Mutum.

Por: Pedro Lima / da Redação


Nota do Luverdense Esporte Clube

Jogos das quartas de final estavam mantidos com datas, horários e locais definidos, portões fechados ao público, mas competição teve que ser paralisada por conta da pandemia do coronavírus