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Associação Brasileira de Academias (Acad) em Mato Grosso, anuncia uma projeção catastrófica para o setor, caso medidas de flexibilização para o segmento fitness não sejam tomadas por parte do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro em caráter emergencial. O segmento estima empregar mais de 4,5 mil profissionais da área da saúde, apenas nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, e as demissões podem superar a casa dos 30% nas próximas semanas, caso um novo decreto não seja editado contemplando o setor. A Acad estima ainda que as demissões não seriam pertinentes apenas à redução do quadro de colaboradores, mas sim de fechamento de inúmeras academias. 

“Estamos de portas fechadas há mais de 60 dias, muitas academias já perderam o folego financeiro e até mesmo a capacidade de endividamento. Tanto as pequenas quanto as grandes redes sentem duramente os efeitos da suspensão das atividades. É preciso que o poder público municipal tenha um olhar mais criterioso para este segmento, muitos outros setores já reabriram com planos de biossegurança, e nós temos condições para executar as operações com responsabilidade”, explica Celso Mitsunari, representante da Acad Brasil.

O segmento na região metropolitana não consegue entender, os motivos que levam o gestor a manter o fechamento  das academias, uma vez que o próprio presidente Jair Bolsonaro, alegou que "Saúde é vida” se referindo aos segmentos de  academias e salões de beleza, alegando que as categorias juntas geravam mais de 1 milhão de empregos, e desta forma editou mais um decreto presidencial no dia 12 de maio ao entender que o segmento é uma atividade essencial.

“O decreto presidencial concede respaldo jurídico para a reabertura desses estabelecimentos, o mesmo ocorreu com outros segmentos, que foram abertos, mesmo com restrições. Somos um corpo de profissionais da saúde, com expertise em disseminar boas práticas e qualidade de vida. Não podemos continuar como “marginais” durante esta pandemia”, desabafa Mitsunari, que alega não ter avançado nenhuma tratativa junto o poder público municipal, mesmo com a entrega de um protocolo rígidos de normas, para quando as academias forem reabertas.

“Quando o presidente da República afirma que atividade física é essencial, as razões são óbvias, nós especialistas na área, sabemos que manter uma rotina de exercícios físicos eleva em patamares elevados a imunidade, ou seja, é um escudo protetor contra inúmeras doenças. Os adeptos de atividades desportivas sabem e sentem isso na pele, não é por menos que estamos vendo centenas de pessoas se exercitando todos os dias nas ruas, em parques, mesmo os fechados, seria mais seguro em todos os aspectos deixar que os profissionais da área conduzam esta situação”, define Mitsunari.  

Um dos maiores empresários do segmento Fitness de Mato Grosso, franqueado a rede Smart Fit, Amir Maluf, também avalia um saldo negativo para o segmento. “Apenas a rede em Cuiabá empregava mais de 200 profissionais, temos um custo elevado de manutenção, e investimentos pesados, que se perdem em meio à restrição total nas operações. Estamos vivendo turbulências, sejam os pequenos, médios ou grandes empreendedores, o momento requer estratégia assertiva e união, para que a tomada de decisão seja mais eficiente, e o enfrentamento ao novo coronavírus não traga mais prejuízos que o próprio vírus”, avalia Maluf. O empresário reforça que entregou pessoalmente ao prefeito de Cuiabá a cartilha elaborada pela Acad (Associação Brasileira de Academias) desenvolvida em conjunto com o Conselho de Educação Física de São Paulo, seguindo normas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O material é o PRA (Procedimento de Reabertura de Academias), porem o encontro já ultrapassa 30 dias, sem nenhum retorno do gestor, do qual foi alertado dos desdobramentos econômicos desastrosos que a restrição total traria. “Asseguramos ao prefeito que as normas do PRA visam diminuir o risco de contaminação e foram adotadas com base no histórico de regiões onde o pico da pandemia já passou e o processo de reabertura das academias já está sendo realizado, como na China e outros locais da Europa. Seguindo o protocolo desenvolvido o setor tem condições de retornar sem oferecer riscos de contaminação”, define.

Entre os pilares da contenção apresentados no PRA estão à limpeza geral das unidades, a disponibilização de recipientes com álcool em gel a 70% para uso por clientes e colaboradores em todas as áreas da academia recepção, como musculação, peso livre, salas de coletivas, piscina, vestiários, kids room, e etc. Durante o horário de funcionamento das academias, as unidades seriam fechadas de 1 a 2 vezes ao dia por, pelo menos 30 minutos, para limpeza geral e desinfecção dos ambientes.

Posicionar kits de limpeza em pontos estratégicos das áreas de musculação e peso livre, contendo toalhas de papel e produto específico de higienização para que os clientes possam usar nos equipamentos de treino, como colchonetes, halteres e máquinas. No mesmo local, deve haver orientação para descarte imediato das toalhas de papel.   O PRA também estabelece o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (Epi´s) para funcionários, personal trainers e terceirizados; máscaras para todos.  

Recomenda-se ainda medir com termômetro do tipo eletrônico à distância a temperatura de todos os entrantes. Caso seja apontada uma temperatura superior a 37.8 °C recomenda-se não autorizar a entrada da pessoa na academia, incluindo clientes, colaboradores e terceirizados. 

Por: Da Redação com assessoria