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A diretoria do União Esporte Clube segue com dificuldade para trazer de volta o técnico Júlio César Nunes para o comando da equipe para a Série D do Brasileiro 2020. A primeira opção segue sendo Júlio, que estava à frente do Colorado no Estadual, e na Copa do Brasil. Porém, os recursos financeiros impedem a recontratação no momento.

Segundo o presidente do União, Edicarlos Olegini, o Clube segue na tentativa do retorno de Júlio César Nunes, mas aguarda as próximas reuniões com a diretoria, para definir o tamanho do planejamento para a Série D, já que a pandemia do coronavírus prejudicou todo o planejamento anual e resultou na perda de investidores.

“O Júlio é a primeira opção hoje, mas dentro de um quadro financeiro melhor. Na real situação, não vamos fazer loucura. Estamos na última semana de busca de uma situação concreta, a CBF não se pronuncia se vai dar uma possível ajuda aos clubes, que foi um pedido que foi feito lá atrás. E aqui também está meio engessado, estamos tentando algo para dar uma injeção maior, mas não está sendo fácil. Inclusive, foi ofertado para ser técnico do União, o ex-jogador Paulo Baier, mas é algo inviável financeiramente”, disse o presidente Edicarlos.

Sobre um possível nome caseiro para assumir a equipe, o vice-presidente Reydner Souza, disse ao site Olhar Esportivo, que há diversas possiblidades de nomes, tanto de Rondonópolis, como no estado, sendo um deles o técnico Edílson Júnior, que atualmente está na equipe sub-20, em preparação para a Copa do Brasil, com jogo único da 1ª fase pré-agendado para o dia 7 de outubro, contra o Goiás, fora de casa.

“A gente tem a esperança de trazer o Júlio César, mas sabemos que essa esperança é pequena, a distância é muito grande, porque estamos dentro de um trabalho sem dinheiro. Não vamos trazer um profissional para não conseguir pagar. Foi assim com Márcio Cabral, com vários jogadores de fora, e vai ser com a comissão técnica. O treinador atual é o Júlio César, o cara que a gente quer que treine o União na Série D, mas a gente esbarra no financeiro, porque não é só o salário, existem outros custos que o Clube tem que assumir. Temos pensado em alguns nomes do estado, não só de Rondonópolis. Se caso não vier a clarear recursos financeiros, iremos buscar essa solução caseira, que diminua o custo”, afirmou o vice-presidente Reydner.

O União está no grupo A5 da Série D. Além do Colorado, a chave é composta por Operário Várzea-grandense, Águia Negra-MS, Goiânia, Goianésia-GO e Vitória-ES. A Aparecidense deve entrar no lugar do CRAC, que desistiu da disputa. Outra vaga do grupo está em aberto e será definida no jogo entre Real Noroeste-ES e Aquidauanense-MS, na preliminar da Série D.

A estreia do time rondonopolitano está agendada para ocorrer entre os dias 19 e 20 de setembro, contra o Goiânia, fora de casa.

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Por: Pedro Lima / da Redação