Passamos mais de 3 horas por dia acessando a internet, seja para ir ao banco, checar a rede social ou fazer uma busca no Google. Assim, nosso corpo revela nos consultórios médicos os resultados do desagradável convívio com a tecnologia.

Dores musculares, de cabeça e na vista são os mais comuns dos sintomas relacionados à alta atividade que expomos nossos corpos com a internet. Além disso, há a exposição à radiação, alta luminosidade e calor dos smartphones, tablets e PCs.

Dificuldades no sono - a luz produzida pelos smartphones conectados 24 horas pode confundir nosso cérebro, que acredita ser sempre dia, e posterga o sono. Resultado? Nunca dormimos o suficiente, e sempre temos problemas para dormir.

Alteração das emoções - pessoas que tem maior habilidade de realizar multitarefas nos smartphones são também os mais propensos a ter problemas na área do cérebro responsável por regular nossas emoções.

Com isso há uma dificuldade de controlar os sentimentos, tais como raiva, frustração ou angústia. Problemas motivacionais e de identificação dos próprios erros também são comuns a indivíduos altamente conectados.

Aumento do stress – a conexão infinita à internet, mesmo que esteja em uma ilha deserta, faz os mais de 3 bilhões de internautas no mundo estar expostos a níveis de stress cada vez mais elevados.

Estamos sempre atrasados, mal-informados, ou desatualizados com a velocidade que as coisas acontecem no ambiente virtual. E ansiedade, raiva e medo são os maiores causadores do stress.

Redes sociais e hormônios – pesquisadores da Universidade de Montreal descobriram que o uso das redes sociais podem nos afetar negativamente, no que se refere a diagnósticos médicos. Isso porque checamos nossas redes sociais 3 vezes ao dia ou mais, o que eleva as taxas de cortisol no corpo e acarreta sintomas como irritabilidade, falta de sono, fadiga e stress.

Vale a pena ficar atentos ao quanto utilizamos as redes sociais, a Internet ou games, e substituir a prática de checar o smartphone com mais convívio com os amigos em ambiente físico, brincar com seu cão, ou simplesmente apreciar a paisagem ao seu redor para evitar ficar doente.

Maria Augusta Ribeiro escreve para o Belicosa.com.br é Coordenadora de Comunicação da BPW América Latina