Cuiabá,

quinta-feira, 26

de 

maio

 de 

2022
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Cuiabá e outros times das Séries A e B divulgam nota de repúdio aos termos da Libra

A principal questão diz respeito aos percentuais de divisão de receitas estipulados na proposta inicial para criaçã da Liga do Futebol Brasileiro

Os debates acerca da criação da Liga do Futebol Brasileiro (Libra) seguem movimentando os bastidores dos clubes. Na última sexta-feira, times que não assinaram a Libra se reuniram e formularam uma carta de repúdio aos termos estabelecidos. Quinze equipes assinaram e divulgaram a nota, entre eles, o Cuiabá.

O Dourado e o Fortaleza foram os primeiros a compartilhar o texto, via redes sociais. A principal questão diz respeito aos percentuais de divisão de receitas estipulados para adesão à proposta criada por Flamengo e times paulistas.

Entre os assuntos debatidos, o mais relevante foi a divisão de receitas de forma que contribua de fato para o aprimoramento da competição, tornando menos desiguais as condições de competitividade atuais”, diz trecho da carta.

Os clubes que assinaram a criação da Libra (Corinthians, Red Bull Bragantino, Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo, Ponte Preta e Cruzeiro) concordaram com a seguinte divisão de receitas:

  • 40% repartido de forma igualitária
  • 30% variável por performance
  • 30% variável por engajamento e audiência

No entanto, o bloco que inclui o Cuiabá quer uma divisão diferente:

  • 50% repartidos de forma igualitária
  • 25% por performance
  • 25% por engajamento

“Não é aceitável que haja clubes ganhando 6 vezes mais do que outros, enquanto nas melhores Ligas do mundo essa diferença não ultrapassa 3,5 vezes”, diz a nota.

Confira a carta na íntegra:

Clubes das séries A e B discutem contraproposta para criação da Liga

A maioria dos clubes de futebol integrantes das séries A e B do Campeonato Brasileiro segue em seu esforço pela criação da Liga de Clubes e, com esse objetivo, se reuniu na tarde desta sexta-feira para discutir os critérios que nortearão, em bases sustentáveis e justas, o equilíbrio de forças no futuro. 

Entre os assuntos debatidos, o mais relevante foi a divisão de receitas de forma que contribua de fato para o aprimoramento da competição, tornando menos desiguais as condições de competitividade atuais.

Os termos aceitos em São Paulo por outros 6 clubes perpetuam o abismo que existe hoje, ao manterem a parte igualitária das receitas em 40%, enquanto nos campeonatos mais bem sucedidos este percentual pode chegar a 68% somando todos os direitos domésticos, internacionais e de marketing, caso da Premier League, por exemplo. 

Não é aceitável que haja clubes ganhando 6 vezes mais do que outros, enquanto nas melhores Ligas do mundo essa diferença não ultrapassa 3,5 vezes.

Outro ponto a ser aprimorado é a adoção de premissas que não privilegiem pilares de difícil aferição, em especial ao que tange a engajamento. Tais critérios, na visão da maioria dos clubes que participaram da reunião, apenas perpetuam a posição de superioridade de alguns sobre outros, não dando a oportunidade de maior equilíbrio dos campeonatos.

A criação da Liga entre os 40 clubes será a oportunidade de se mudar efetivamente o futebol brasileiro e esse objetivo não pode se subordinar a interesses individuais de alguns, petrificados há décadas na superioridade de recursos. Sabemos que não seria justo buscar igualdade total de receitas, mas sim equanimidade e melhor distribuição. 

O futebol brasileiro não avançará sem que haja um consenso entre os 40 clubes das séries A e B de que a justa distribuição de receitas gerará maiores oportunidades na disputa.

Clubes que assinaram e divulgaram a nota de repúdio aos termos:

  • Athletico
  • Atlético-GO
  • Avaí
  • Brusque
  • Ceará
  • CSA
  • Cuiabá
  • Fluminense
  • Fortaleza
  • Goiás
  • Náutico
  • Operário-PR
  • Sampaio Corrêa
  • Sport
  • Vila Nova

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