Cuiabá,

quarta-feira, 1

de 

dezembro

 de 

2021
.

Esquema europeu com dois pontas leva Corinthians e Santos à final

Nos últimos anos, o torcedor se acostumou a ver as equipes brasileiras no tradicional 4-4-2, com dois meias e dois atacantes, ou no 3-5-2. Entretanto, Corinthians e Santos inovaram na reta final do Campeonato Paulista ao adotarem o esquema tático que predomina no futebol europeu, o 4-2-3-1.


Durante as semifinais do Estadual, Mano Menezes e Vagner Mancini montaram seus times com dois pontas abertos, um meia armador e um centroavante. A aposta deu certo: os dois clubes alvinegros ganharam de São Paulo e Palmeiras e agora se encontram na final.


No papel, Santos e Corinthians jogam com três atacantes cada. Porém, quando perdem a bola, os pontas voltam para ajudar na marcação e apenas o centroavante fica isolado lá na frente. Atual vencedor da Liga dos Campeões da Europa, o Manchester United atua dessa forma, para citar um exemplo.


“Comecei a jogar assim desde os tempos de Paulista”, revelou Mancini – ele ganhou a Copa do Brasil pelo Paulista de Jundiaí, em 2005. “O mais importante é ter as peças para o esquema funcionar, e os 11 jogadores têm que ajudar a defender.”


O treinador santista encontrou seu time ideal na 16ª rodada do Paulistão: vitória por 3 a 0 sobre o Santo André. Paulo Henrique passou a exercer a função de meia, com Neymar e Madson abertos como pontas e Kléber Pereira como centroavante. A partir daí, foram cinco vitórias e um empate.No Corinthians, Mano utilizou a estratégia contra o Ituano, na 18ª rodada. Dentinho e Jorge Henrique viraram pontas, com Ronaldo como referência no ataque. Douglas não jogou, e Wellington Saci foi o armador.


Contra o São Paulo, nas semifinais, o treinador escalou o quarto ofensivo e venceu os dois jogos. “A equipe está iniciando assim porque é o mais coerente com o que vamos fazer na primeira parte do jogo. Não podemos ficar esperando o São Paulo”, apontou, antes de a bola rolar domingo no Morumbi.


“Washington e Borges não recompõem como Dentinho e Jorge Henrique. O espaço já estava lá, mas não soubemos usar no primeiro tempo. Na segunda parte do jogo, sim. Segurei um pouco mais o André Santos, porque ele tinha tomado um cartão muito cedo e não podíamos arriscar. Tentei trazer um dos dois atacantes que começaram pelos lados mais para dentro”, analisou Mano, após o triunfo por 2 a 0.

Notícias Relacionadas

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui