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terça-feira, 5

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2024
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Milagreiros dos EUA aparecem de novo e eliminam Fúria

“Yes we can”, declarava Barack Obama na campanha à presidência dos Estados Unidos, inflando seu povo de ânimo para reverter os problemas do país depois da crise financeira mundial. O discurso deu tão certo que até no futebol, modalidade pouco difundida por lá, os norte-americanos mostraram força. Especialmente nesta quarta-feira: venceram por 2 a 0 a badalada Espanha nas semifinais da Copa das Confederações e passaram à final.

Com um estilo de jogo definido, os azarões que se classificaram de forma inesperada na última rodada contiveram o ataque da Fúria. A grande arma em Bloemfontein foi o esquema defensivo sólido montado pelo técnico Bob Bradley, que também soube organizar a equipe para jogar no contra-ataque e definir o jogo.

O grande herói norte-americano nesta quarta, porém, foi Clint Dempsey. O volante deu o passe para o primeiro gol, de Jozy Altidore aos 26 minutos do primeiro tempo, e depois fechou a conta aos 27 do segundo tempo, aproveitando uma bobeira de Sergio Ramos e encerrando a série invicta de 35 jogos e a sequência vitoriosa de 15 partidas – recorde quebrado no último sábado.

Os norte-americanos, praticamente eliminados das Confederações até domingo – precisavam vencer o Egito, torcer por um triunfo brasileiro sobre a Itália e, ainda por cima, reverter um saldo negativo de cinco gols -, agora decidem o título na África do Sul. O próximo adversário do time milagreiro será definido em Joanesburgo, à s 15h30 (de Brasília) desta quinta-feira, entre brasileiros e sul-africanos.

Aos espanhóis, restam duas coisas: disputar o terceiro lugar das Confederações no domingo, à s 10 horas em Rustemburgo, e lamentar a primeira derrota após quase três anos. O último tropeço da Fúria aconteceu em 15 de novembro de 2006, por 1 a 0, frente à Romênia.

O jogo: Desde o começo, os Estados Unidos decidiram partir para cima dos grandes favoritos ao título das Confederações. A postura ousada deu mais do que certo: com boas jogadas em velocidade, os norte-americanos levaram muito perigo ao gol de Iker Casillas nos primeiros minutos.

Foram duas finalizações que tiraram tinta da trave defendida por Casillas: a primeira, aos 6 minutos, partiu de uma bicicleta do atacante Charlie Davies. Aos 9 foi a vez do volante Clint Dempsey, que chutou de fora da área e por pouco não abriu o marcador.

A Fúria só foi conseguir chegar com mais propriedade ao ataque a partir dos 10 minutos. A grande chance espanhola veio aos 11, quando o atacante David Villa cruzou para o meio da área e Fernando Torres desviou para fora.

Justamente quando os atuais campeões europeus se acertavam em campo, porém, os EUA surpreenderam com uma jogada de contra-ataque. Altidore recebeu passe de Dempsey na intermediária, girou sobre a marcação de Joan Capdevila e sobrou cara-a-cara com Casillas. O centroavante norte-americano chutou sem muita força, mas matou o goleiro espanhol na jogada e abriu o marcador em Bloemfontein.

Até o intervalo, a Espanha seguiu insistindo em um toque de bola, que embora abrisse o meio-de-campo, raramente furava o ferrolho defensivo criado pelo técnico Bob Bradley. Perigo apenas em uma jogada individual de Fernando Torres, aos 44 minutos, limpando a marcação e chutando rasteiro para uma defesa de Tim Howard com o pé.

No segundo tempo, a Espanha continuou arriscando investidas com jogadas em velocidade. Todas as tentativas, porém, esbarravam em uma defesa norte-americana bem postada. Nas únicas vezes em que o bloqueio foi furado, as finalizações foram para fora. A Fúria tentou de tudo: cruzamentos longos, curtos, rasteiros ou pelo alto, chutes de dentro e fora da área. Nada deu certo.

Cenário perfeito para os Estados Unidos puxarem um contra-ataque mortal. O volante Benny Feilhaber deu uma sequência de dribles na entrada da área e abriu para Donovan. O meia cruzou rasteiro para a área, Sergio Ramos se atrapalhou todo na hora de fazer o corte e deixou a bola nos pés de Dempsey, que completou como pôde para elevar o placar para 2 a 0. Os EUA chegaram a perder o meia Michael Bradley, expulso após cometer falta de carrinho em Xabi Alonso. A Espanha, que podia quebrar um recorde brasileiro de 35 jogos sem derrota, ainda tentou. Mas caiu nas Confederações.

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