A ciclofaixa da Avenida Miguel Sutil, inaugurada no dia último dia 8, data do aniversário de Cuiabá, começou a funcionar oficialmente neste domingo (12). A pista destinada para o tráfego de veículos durante a semana passa a ser exclusiva para os ciclistas no horário de 7h às 17 horas aos domingos. Com a nova alternativa para pedalar, a personal trainer Marcela Martin que só pedala na academia agora comprou uma bicicleta para aproveitar o novo trajeto.

“Além de praticar exercício durante a semana, porque não praticar no final de semana? É muito prazeroso ao ar livre”, disse.

Para reforçar a sinalização, foram colocados cones do início ao final da ciclofaixa. A advogada Carla Rocha disse que a pista é um meio de dividir o espaço com os motoristas. “A ciclofaixa ajudou a garantir mais a nossa segurança. As pessoas aprenderam a respeitar”, explicou.

O consultor de vendas João Luis Rodrigues avaliou que a construção do espaço é um grande avanço para a mudança de hábito da população cuiabana. “É uma opção de lazer com mais segurança ao ciclista, ao pedestre e a todas as pessoas que queiram desfrutar de um final de semana saudável”, conta.

A via ainda não tem congestionamento de bicicletas, mas quem passeia de bicicleta gostaria por exemplo de um caminho maior. “Se saísse da Arena Pantanal e percorresse toda a Avenida Miguel Sutil e fosse até a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), seria um percurso melhor, mas estamos felizes de ter conseguido esse pequeno percurso”, disse.

A fiscalização é feita pelos agentes da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU). Os 6 km de ciclofaixa inicia do bairro Verdão, seguindo pela Avenida Miguel Sutil até o Parque Mãe Bonifácia. Mesmo com mais espaço e inovação, os ciclistas enfrentam dificuldades pelo caminho.

A ciclofaixa passa por rotatórias, como a do Círculo Militar, onde até os carros enfrentam problemas de trafegabilidade. "Tem que redobrar os cuidados. Os motoristas ainda não tem essa consciência, principalmente os de ônibus”, reclama o aposentado Eriseu Ribas.

O supervisor de Trânsito, Jeancarlo Costa Campos, explica que, mesmo que não haja sinalização ou agentes para sinalizar, a preferência deve ser do mais frágil, no caso, do ciclista.

 

Por: G1