As competições nas modalidades esportivas individuais dos Jogos Escolares da Juventude (JEJs), etapa estadual, serão realizadas no período de 06 a 09 de agosto, no município de Sorriso (398 km da capital). Dentre elas, no Wrestling, também chamado de Luta Olímpica, Cuiabá será representada por 19 lutadores. Todos na busca por um lugar no pódio, pelas vagas na etapa nacional e também pela possibilidade de faturar incentivo do Bolsa Atleta. 

De acordo com um dos campeões de “chapa e cruz”, Igor Fernando Alves Queiroz, de 13 anos, que venceu os Jogos Estudantis Cuiabanos (JECs), na categoria B, peso pesado, os treinos físicos e técnicos ocorrem diariamente com dedicação e persistência. Segundo ele, que sempre foi elétrico, a prática de artes marciais teve início aos nove anos, por influência do pai lutador de Jiu-jitsu e também dos filmes de ação estrelados pelo ator belga, Jean-Claude Van Damme. 

“Comecei pelo Taekwondo e depois passei a praticar Jiu-jitsu, Judô e Wrestling. Nessa etapa estadual dos JEJs, que vai ser em Sorriso, por exemplo, além da Luta Olímpica, também vou competir no Judô. Pois nos jogos cuiabanos fui campeão nas duas modalidades. Desde pequeno, como sempre fui agitado, me sinto atraído pelas artes marciais. Gostava de ver meu pai de kimono e adorava os filmes do Van Damme”, diz Igor, chamado pelos amigos de “Idjão”.  

A família do Idjão dá apoio incondicional. A mãe, vendedora de roupas, e a irmã, de seis anos, sempre comparecem nos campeonatos para fazer torcida. O pai, cabeleireiro, faz o mesmo quando não está no trabalho. Ele também ajuda o filho durante as sessões “caseiras” de treinos físicos. Igor não perde tempo, além da preparação na academia, também ocupa o tempo livre para ir mais longe. Como ele mesmo diz: “Ganhei por ter treinado muito”.  

“Minha família não ficou surpresa quando ganhei as duas medalhas do JECs. Nem quando venci, neste ano, uma das etapas do campeonato estadual de Jiu-jitsu. Pois eles viram toda a energia que dediquei para os treinos. E nas competições não fiz nada demais. Só fiz aquilo que treinei para fazer. Acho que ganhei por ter treinado muito mesmo. E meu pai sempre luta comigo nas horas vagas dele. Isso ajuda a memorizar as posições e golpes”, avalia Igor Idjão.

Para o intrépido desportista de 13 anos, uma das lutas mais marcantes da carreira aconteceu na final de Wrestling dos JECs. Ele conta que havia perdido o 1º round, vencido o 2º e que perdia o 3º e último por pontos. E que a plateia torcia incessantemente para o oponente. Mas que após aplicar um golpe chamado “Baiana” e com ele jogar o adversário para fora do tatame, ganhar quatro pontos e virar o placar, a torcida mudou de lado e os aplausos e incentivos passaram a ser todos dele. A reação da torcida teria sido algo memorável.  

Por: Junior Martins