Cuiabá,

terça-feira, 30

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novembro

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2021
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Publicidade iG Esporte Mundo do Vôlei, por Aretha Martins

Lembra dos anos 90, quando os duelos entre BCN e Leite Moça reuniam as melhores jogadoras do Brasil e torcidas apaixonadas? O Leite Moça acabou, mas vimos nascer uma nova potência com o Rexona/Ades. O BCN deixou o Guarujá, o banco foi comprado pelo Bradesco e nome do novo time virou Finasa/Osasco. Mesmo em outra cidade, continuou com uma torcida apaixonada, que lotava ginásios, e com grandes duelos como os dos anos 90. Agora, a história acabou. O Finasa/Osasco acabou.


Na noite de segunda-feira, as jogadoras do time paulista ficaram sabendo que estavam sem emprego por um telefonema do supervisor da equipe. A justificativa do clube é que eles optaram por extinguir o time adulto e seguir com projetos para as categorias de base. Resultado da crise financeira. São os cortes de verba para conter os custos.


E de que adianta manter apenas a base? De que adianta trabalhar jovens talentos e não dar um futuro a elas? Será que jogadoras como Natália, uma das melhores em quadra na Superliga deste ano e revelada pela categoria de base, teria despontado tão cedo no vôlei nacional se não tivesse uma boa equipe para atuar? Não sei, mas acho que tudo ficaria mais difícil.


Com o final o Finasa/Osasco, termina uma equipe que chegou a dez finais de Superliga, oito consecutivas, que cultivou sonhos em diversas meninas que já até escreveram por aqui para saber das peneiras. Termina o eterno segundo colocado. Há cinco temporadas, Finasa encarava o Rexona na decisão da Superliga e perdeu nas últimas quatro edições. Será que isso foi um fator determinante para desagradar o patrocinador? É isso que se entende pelo blog de Bruno Voloch. Segundo comunicado do time exibido no Globo Esporte, não. Foi uma decisão apenas estratégica do clube. O Finasa tinha o melhor elenco nessa edição da competição, chegou bem à final e sofreu com erros da arbitragem e emocional. Não seria melhor trabalhar as jogadoras, mudar o técnico, a acabar com o time?


As atletas estão abaladas, como já era de se esperar. Saber que depois de mais uma derrota estão sem emprego não é simples. A levantadora Carol Albuquerque falou em nome do grupo e demonstrou tristeza e decepção. A torcida co clube já se mobilizou e montou um blog para protestar contra o fim do time. Segundo José Roberto Guimarães, em entrevista a TV Globo, ainda não da para medir a catástrofe, o terremoto disso no vôlei brasileiro. Para o técnico da seleção e campeão brasileiro com o Finasa, foi uma perda incomensurável e ele está completamente desnorteado.


Todos nós estamos desnorteados. Como disse o leitor Juarez, espera-se que a CBV tome uma atitude para evitar uma debandada de atletas brasileiras para o exterior. Carol Albuquerque já disse que essa é opção. E tudo isso no final da temporada que foi marcada pelo repatriamento de jogadores como Mari, Sheilla, Fofão, Carol Gattaz, André Nascimento, Andé Heller, Serginho e Marcelinho. 


É o fim de uma grande história no vôlei nacional, com títulos e também tristeza, mas uma grande história mesmo assim.


Novas histórias também acabam.


Além do Finasa, o Brusque Brasil Telecom também já anunciou que não manter a equipe de vôlei para o próximo ano. Sediado na cidade catarinense desde a temporada 2005/2006, o time vinha crescendo e jogou de igual para igual com o Rexona na semifinal deste ano. Seria uma aposta para continua bem e chegar à final em 2010. Mas foi mais um sonho que acabou por decisão do patrocinador.


 

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